Revista Discentes
Um sentido para a produção textual no ensino médio
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23377509Palavras-chave:
Produção textual, Revista discentes, Letramento, Gêneros discursivos, Ensino médioResumo
O artigo discute a revista discente como estratégia pedagógica capaz de conferir sentido social à produção textual no ensino médio. Parte-se da constatação de que a escrita escolar, quando restrita à “redação” produzida apenas para a avaliação do professor, tende a esvaziar-se de interlocução, de finalidade e de autoria. Por meio de pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, articulam-se contribuições de Geraldi (1997), Antunes (2003), Bakhtin (2003), Marcuschi (2008), Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), Soares (1998), Kleiman (1995), Street (2014), Rojo e Moura (2012), Freinet (1974) e Freire (1996), entre outros, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018). Defende-se que a revista discente transforma o estudante em autor, cria leitores reais para seus textos, institui práticas sistemáticas de revisão e reescrita e aproxima a escola das práticas sociais de letramento. Ao final, propõe-se um percurso de implementação em etapas, desde a constituição do conselho editorial até a publicação e a circulação dos textos. Conclui-se que a revista discente não é um produto acessório, mas um dispositivo de formação de sujeitos que escrevem porque têm o que dizer, a quem dizer e razões para dizer.
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