A militância pela arte moderna em Vaca Profana, de Caetano Veloso

Uma análise da estética tropicalista como resistência cultural

Autores

  • Anne Yasmin de Lima Chaves URCA - Universidade Regional do Cariri
  • Rodrigo Nóbrega Martins EEMTI Estado da Bahia https://orcid.org/0000-0001-8930-610X
  • Denice Saraiva de Alencar EEMTI Estado da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.23406534

Palavras-chave:

Tropicalismo, Caetano Veloso, Canção popular brasileira, Antropofagia, Resistência cultural

Resumo

O artigo analisa a canção Vaca Profana, de Caetano Veloso, gravada por Gal Costa no álbum Profana (1984), para demonstrar que a obra atualiza, em plena redemocratização brasileira, os princípios da estética tropicalista. Parte-se da hipótese de que a canção expressa uma militância pela arte moderna, entendida como defesa da liberdade de criação, da mistura de referências e do direito ao desejo, contra o moralismo conservador e o nacionalismo purista. A pesquisa, qualitativa e bibliográfica, fundamenta-se em Oswald de Andrade (1928), Favaretto (1996), Schwarz (1978), Napolitano (2001), Dunn (2009) e Bakhtin (1987), entre outros. Discutem-se a herança antropofágica, a alegoria, a carnavalização e o contexto da abertura política. Conclui-se que Vaca Profana evidencia a permanência do projeto tropicalista como resistência cultural, na qual a liberdade estética é inseparável da liberdade política.

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Publicado

09.12.2025

Como Citar

Chaves, A. Y. de L., Nóbrega Martins, R., & Alencar, D. S. de. (2025). A militância pela arte moderna em Vaca Profana, de Caetano Veloso: Uma análise da estética tropicalista como resistência cultural. Verba Volant, 1(05), 29–41. https://doi.org/10.5281/zenodo.23406534

Edição

Seção

Artigos