A militância pela arte moderna em Vaca Profana, de Caetano Veloso
Uma análise da estética tropicalista como resistência cultural
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23406534Parole chiave:
Tropicalismo, Caetano Veloso, Canção popular brasileira, Antropofagia, Resistência culturalAbstract
O artigo analisa a canção Vaca Profana, de Caetano Veloso, gravada por Gal Costa no álbum Profana (1984), para demonstrar que a obra atualiza, em plena redemocratização brasileira, os princípios da estética tropicalista. Parte-se da hipótese de que a canção expressa uma militância pela arte moderna, entendida como defesa da liberdade de criação, da mistura de referências e do direito ao desejo, contra o moralismo conservador e o nacionalismo purista. A pesquisa, qualitativa e bibliográfica, fundamenta-se em Oswald de Andrade (1928), Favaretto (1996), Schwarz (1978), Napolitano (2001), Dunn (2009) e Bakhtin (1987), entre outros. Discutem-se a herança antropofágica, a alegoria, a carnavalização e o contexto da abertura política. Conclui-se que Vaca Profana evidencia a permanência do projeto tropicalista como resistência cultural, na qual a liberdade estética é inseparável da liberdade política.
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